Pedro Capanema Lundgren



Cadeira nº 47
Patrono:
Maurício de Campos Bastos


Advogado. Diplomado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, LL.M. em Direito Corporativo pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – IBMEC e Mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC - Rio. É ainda Diplomado pelo Programa de Estratégia e Inovação nos Negócios da Wharton School, University of Pennsylvania (concluído em junho/2013). Procurador do SESI/RJ, SENAI/RJ e da FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, desde 2006.

É também professor da Pós-Graduação na Fundação Getúlio Vargas – FGV e da Universidade Candido Mendes – UCAM. Atualmente é Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio de Janeiro e Vice-Presidente da Comissão da Advocacia Corporativa da OAB/RJ. Atuação profissional especialmente dedicada ao direito empresarial e das relações de trabalho.


Patrono: Maurício de Campos Bastos
Profissões: advogado e jornalista.

Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 21 de fevereiro de 1930.  Ex-juiz do trabalho e advogado conceituado, Maurício começou cedo e teve uma história profissional imprevisível. A voz que transmitiu a Copa do Mundo de 1950 para a Rádio Industrial de Juiz de Fora (MG) era jovem. A bem da verdade, era a voz mais jovem do radialismo brasileiro a cobrir aquele trágico mundial em que o título escorreu das mãos da Seleção Brasileira em pleno Maracanã. Era Maurício. Ele tinha só 19 anos e dividia a cabine de imprensa nº 17 com o lendário comentarista esportivo Mário Helênio de Lery Santos, o Tesourinha.

A experiência no rádio ia bem. Ele chegou a mudar-se para o Rio de Janeiro, mas bateu a saudade de casa e o alerta do pai, um comerciante de ferragens. “Ele disse que eu tinha de estudar. Só com o ensino médio, eu não tinha nada”, conta. Maurício decidiu, então, cursar direito na Universidade Federal de Juiz de Fora. A escolha foi estritamente pessoal. Ainda menino, com 13 anos, Maurício acompanhava o pai em sessões de tribunais de júri. “Ficava impressionado com os advogados. Eles se levantavam, gesticulavam, batiam na mesa, tinham argumentações incríveis. Arrasavam os promotores”, relembra.

A carreira dupla teve de cessar quando surgiu a oportunidade de entrar para o Poder Judiciário, como juiz suplente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. Àquela época, o ingresso na Justiça podia acontecer por indicação, desde que sancionada pelo presidente da República. O ano era 1962. Quem assinou o decreto de nomeação de Maurício foi João Goulart.

Naquele tribunal, ele serviu em novembro de 1972. Naquele mês, a família Caputo Bastos mudou-se para Brasília.Antes da fundação do TRT da 10ª Região, a jurisdição sobre a capital brasileira pertencia à Corte sediada em Minas Gerais. Havia demanda por juízes em Brasília, e Maurício resolveu aceitar a mudança. A ideia era ficar oito anos na cidade, até se aposentar. Brasília era passagem, pensava. Até que o ônibus entrou no Eixão e ele viu a beleza simétrica de prédios nivelados. “Fiquei deslumbrado. Falei para a Cléa que era aqui que a gente ia ficar”, conta.

No contraturno do expediente no Judiciário, Maurício lecionava na antiga Associação de Ensino Universitário do DF (AEUDF), hoje Centro Universitário do DF (UDF), ofício que executou com muito gosto. De tão querido, num mesmo ano foi escolhido como paraninfo por cinco turmas de cursos diferentes. “Foi uma honra. Uma das maiores que já me concederam”, fala, sincero. Ensinar era um prazer e uma necessidade. Mesmo o salário de juiz não dava conta de arcar com todos os custos de uma família composta por 11 pessoas.

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